sábado, 10 de dezembro de 2016

Seagulls on land (5)

Gaivotas em terra (5)


Depois que se esgotou a cota de pesca de sardinha do ano, é notória a redução da população de gaivotas no Porto de Leixões, principalmente o numero de aves migratórias que, na ausência de comida em quantidade, rumam a outras paragens. Não fosse a enorme colónia de Gaivotas-de-patas-amarelas (Larus michahellis) residente e a população de gaivotas seria, significativamente, mais reduzida.
Todavia, nem tudo é mau. Esta calmaria dentro do porto permite apreciar melhor alguns pormenores de algumas aves e dar mais atenção a outras espécies que, normalmente, não encontramos por aqui com anilhas coloridas.
Permite ainda, se as condições de luz forem favoráveis, obter fotografias não possíveis de conseguir nos dias de actividade intensa nos cais de atracagem dos barcos de pesca.
O reduzido numero de aves anilhadas, permitiu que esta semana eu dedicasse um dia a espécies invernantes, principalmente, a dois espécimes bastante díspares, embora sendo ambas Larídeos.
As espécies em causa foram o Gaivotão-real (Larus marinus) que é a maior gaivota do mundo e o Guincho-comum (Larus ridibundus) que é uma das mais pequenas da família.














         Gaivotão-real (Larus marinus)
Embora se misture frequentemente com outras gaivotas distingue-se pelo seu grande porte.
Invernante raro em Portugal, é uma espécie costeira que se encontra sobretudo no litoral norte sendo menos frequente no sul do país.
A sua observação ocorre normalmente isolada ou em pares e, raramente, em grupos superiores a três aves.
O melhor período para a observação destas aves em Portugal é entre Novembro e Fevereiro.

Estatuto em Portugal Continental: Invernante, Pouco comum


em Dezembro

em Março












     Guincho-comum (Larus ridibundus)
Esta espécie ocorre em Portugal como invernante e pode ser observado entre Julho e Março.
É uma gaivota relativamente pequena muito abundante em Portugal embora não cative muita atenção dos birdwatchers. Todavia quem observar esta espécie ao longo do ano, notará que as aves se tornam mais atraentes a partir de Março, quando os adultos ficam com o capuz cor de chocolate.
Estatuto em Portugal Continental: Invernante, Muito abundante.



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