quinta-feira, 12 de maio de 2016

Ireland Gulls [1]


Nos lugares onde habitualmente faço observação de aves marinhas não tem sido muito vulgar registar aves anilhadas na Irlanda.
Por isso vou hoje dedicar esta página a duas aves que, curiosamente, são duas “primeiras”.

-A gaivota com a anilha azul  B[4VF]  que foi a minha primeira ave observada com anilha colorida, em Novembro de 2010;

-A gaivota com anilha metálica GH82607, foi a primeira ave que registei este ano, no dia 2 de Janeiro.

Vamos lá conhecer parte da história de vida destes indivíduos:



Anilha -     B[4VF] 
Espécie - Gaivota-d'asa-escura (Larus fuscus)
Anilhada em – Verão de 2009
Anilhador: Chris Honan (BTO)
Local de origem: Westcourt, Drogheda – Ireland

Observações:
-Novembro de 2010 no Parque da Cidade, Porto, Portugal por José Marques


Anilha metálica - GH82607
Espécie - Gaivota-d'asa-escura (Larus fuscus)
Anilhada em – 16.06.1991
Anilhador: BTO
Local de origem: Focarrig, Cape Clear Island, Cork, Ireland

Observações:
-02.01.2016 na Praia do Paraíso, Matosinhos, Portugal por José Marques

Notas:
-Avistado 8966 dias depois de ter sido anilhado e a 1137 kms do local de origem.
-Este foi o primeiro registo fora da Irlanda (25 anos depois) e só possível porque a ave estava muito calma, ou cansada, permitindo tirar as fotos suficientes para ler a gravação na anilha.

Cape Clear Island>Praia Paraíso = 1137 kms





Agradecimento:
 Á BTO-British Trust for Ornithology pela informação partilhada.


sábado, 7 de maio de 2016

Centros Europeus de Recuperação de Aves Marinhas (II)

Larus michahellis N[F636]

Hoje vou divulgar dois assuntos muito interessantes, primeiro, parte da vida de uma Gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis) e depois, o trabalho desenvolvido no CERVAS.
Quem, como eu, se dedica à observação de aves anilhadas, sabe que está a exercer uma actividade cívica que contribui decisivamente para o estudo das aves. A contrapartida esperada é a recolha de informação que possibilite conhecer um pouco da “história de vida” das aves observadas.
Para mim é muito interessante saber onde nasceu ou foi anilhada a ave que estou a observar e conhecer os locais onde foi avistada e a rota migratória usada ao longo dos anos da sua vida.
Quando observei a “F636” estava longe de imaginar a história atribulada desta gaivota. Escreverei apenas algumas linhas porque ela não precisa que fale muito de si pois já é uma “estrela” e a sua história é “viral” no Facebook e nas redes sociais.

Larus michahellis N[F636]

O CERVAS divulgou a história sob o título:

“Uma gaivota-de-patas-amarelas que viajou de camião até Oliveira de Frades já regressou a Matosinhos”

terça-feira, 3 de maio de 2016

No dia 23 de Abril de 2016 foi observada e fotografada por  José Marques na praia de Matosinhos uma gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis) com uma anilha preta F636.
Esta ave tinha sido entregue no CERVAS a 4 de Novembro de 2015 pelo SEPNA/GNR de Viseu após ter sido encontrada dentro de um camião que tinha viajado desde o porto de Leixões até Oliveira de Frades, no distrito de Viseu.
No momento do ingresso a ave estava muito debilitada, com diarreia e incapaz de mover as asas e patas, um síndrome parésico que tem sido detectado com cada vez maior frequência ao longo da costa portuguesa.
O processo de recuperação foi longo e consistiu em terapia de suporte e alimentação forçada numa fase inicial, ao que se seguiu um período de treino, musculação e socialização com uma gaivota-d´asa-escura (Larus fuscus), que também foi devolvida à Natureza .
A libertação da gaivota-de-patas-amarelas foi realizada por vigilantes da Natureza da Reserva
Natural do Paul da Arzila / Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) junto ao rio Mondego, em Coimbra, no dia 30 de Março de 2016.
Em cerca de 3 semanas, a ave já estava no local de onde tinha vindo, próximo do porto de Leixões, o que revela a grande capacidade de sobrevivência e de orientação desta espécie, tal como também tem sido possível comprovar através do projecto de seguimento de gaivotas recuperadas coordenado pelo RIAS desde 2010.
É ainda de referir que no dia 3 de Maio a gaivota foi novamente detectada na mesma zona, agora junto à Docapesca do Porto de Leixões.
O CERVAS agradece às inúmeras pessoas envolvidas na história de recuperação desta gaivota, em especial ao José Marques pelo envio das fotografias e cedência das informações relativas à observação e também aos técnicos do RIAS pela coordenação do projecto de seguimento.

Esta notícia foi replicada posteriormente pela Wilder com o título:

Não se sabe bem como mas esta gaivota-de-patas-amarelas acabou por viajar de camião cerca de 100 quilómetros, do porto de Leixões a Oliveira de Frades, e levou meses a recuperar de uma doença. Há poucos dias foi avistada numa praia de Matosinhos, totalmente recuperada.
Esta história começa a 4 de Novembro do ano passado quando o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR de Viseu entregou a gaivota (Larus michahellis) ao CERVAS (Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens), em Gouveia.
A ave tinha sido encontrada dentro de um camião que tinha viajado desde o porto de Leixões até
Oliveira de Frades, no distrito de Viseu”, fazendo cerca de cem quilómetros, segundo um comunicado do CERVAS.
Quando chegou ao centro, a gaivota “estava muito debilitada, com diarreia e incapaz de mover as asas e as patas, um síndrome parésico que tem sido detectado com cada vez maior frequência ao longo da costa portuguesa”, acrescenta.
Durante cinco meses, a gaivota esteve em recuperação, primeiro com terapia de suporte e alimentação forçada e depois com treino, musculação e socialização com uma gaivota-d’asa-escura (Larus fuscus) que também já foi devolvida à natureza.
A 30 de Março, a gaivota-de-patas-amarelas foi libertada junto ao rio Mondego, em Coimbra, por vigilantes da Natureza da Reserva Natural do Paul da Arzila.
Cerca de três semanas depois, a 23 de Abril, José Marques fotografou-a na praia de Matosinhos. Foi possível identificá-la graças à anilha preta F636. Para o CERVAS, isto “revela a grande capacidade de sobrevivência e de orientação desta espécie”.


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O CERVAS foi criado em 2004 para funcionar como um hospital associado a um núcleo de apoio à investigação científica, para desenvolvimento de trabalhos ligados à ecologia, vigilância e recuperação da fauna selvagem. Iniciou, em 2006, a actividade fundamentada na recepção, tratamento, recuperação e posterior devolução à Natureza dos animais selvagens recuperados.
Complementa estes trabalhos com a divulgação do património natural regional e acções de educação ambiental.
O CERVAS-Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens é um Organismo que pertence ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) inserido no Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE).
Esta estrutura está situada bem no centro de Portugal em plena região montanhosa e, naturalmente, não é um Centro vocacionado para tratar aves marinhas o que só acontece se na região aparecer, acidentalmente, uma ave com necessidades de tratamento, como aconteceu com a “F636”.

De qualquer modo, aproveito para realçar e homenagear a Equipe que trabalha no CERVAS em prol da conservação da Natureza.

Um grande bem-haja a todos.


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Agradecimento:

- A Ricardo Brandão (CERVAS) pela informação partilhada.



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quinta-feira, 5 de maio de 2016

Razorbill (Alca torda)



C 38-43cm, ENV 60-69 cm

En-Us:Razorbill Ca:Gavot Da:Alk De:Tordalk Es:Alca común Fi:ruokki Fr:Pingouin torda It:Gazza marina Nl:Alk No:Alke Pt:Torda-mergulheira Sv:Tordmule Ru:Гагарка



Numas das minhas ultimas visitas ao Porto de Leixões para observação de aves marinhas parei no local onde costumo observar a colónia (cerca de 30 aves) de Corvos-marinhos que invernam na área do porto e reparei que a colónia já tinha rumado a Norte para se reproduzir e só lá estava um juvenil e… uma Torda-mergulheira (!) que se alimentava calmamente mergulhando e fugindo de algumas “bicadas” de gaivotas que pareciam não estar a gostar do concorrente!
Embora seja considerada uma espécie comum ao largo da costa norte de Portugal, não é muito vulgar observar estas aves tão próximo da costa.

A Torda-mergulheira é o álcideo mais fácil de observar nas águas portuguesas.
Esta espécie ocorre em Portugal como migradora de passagem e Invernante. A migração pré-nupcial vai de Janeiro até meado de Abril mas pode ocorrer o caso de alguns migradores tardios e aves imatura que aqui permanecem algum tempo mais.


Estatuto de Conservação:
Em Portugal Continental é uma invernante abundante. Nas Ilhas é uma “Acidental” porque não são conhecidos registos na Madeira e existem apenas dois registos desta espécie no arquipélago dos Açores.
No continente Europeu a espécie apresenta uma população expressiva, aparentando estabilidade ou até mesmo algum crescimento.




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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Audouin's Gull



Larus Audouinii

En-Us:Audouin's Gull -Ca:Gavina corsa -Da:Audouins Måge -De:Korallenmöwe -Es:Gaviota de Audouin -Fi:välimerenlokki -Fr:Goéland d'Audouin -It:Gabbiano corso -Nl:Audouins Meeuw -No:Middelhavsmåke -Pt:Gaivota-de-Audouin -Sv:Rödnäbbad trut -Ru:Чайка Одуэна

A gaivota-de-audouin (Larus audouinii) é uma ave da família Laridae. É maior que a Gaivota-de-cabeça-preta (Larus melanocephalus) Os adultos têm as patas acinzentadas e o bico vermelho.
A espécie é monotípica (não são reconhecidas subespécies).

Fenologia no Continente Português: Nidificante estival e Invernante (ICNF


A Gaivota-de-Audouin é uma espécie nidificante confinada ao Mediterrâneo.  A sua área de distribuição estende-se por Chipre, Espanha, França, Grécia, Itália e Turquia (BirdLife International/European Bird Census Council 2000). Também se encontra no Egipto, Ilhas Canárias, Jordânia, Líbano, Malta, Mauritânia e Suíça (Cramp & Simmons 1983).
Espécie parcialmente migratória, inverna principalmente na costa atlântica de África, estendendo-se ao Sul do Senegal e à Gâmbia.

A espécie a quem foi dado o nome do naturalista francês Jean Victor Audouin era muito rara e foi considerada a gaivota mais rara da Europa.

Quando em 1968 se estimou que a população total eram cerca de 800-1000 casais e se receou a extinção desta espécie, nos países de reprodução foram tomadas medidas de protecção eficazes entre elas foi o estabelecimento de uma nova colónia no delta do Rio Ebro (Espanha) em 1980.
Graças às acções de protecção realizadas, verificou-se um crescimento exponencial da espécie.
O aumento da população ao longo dos anos que se seguiram foi de tal modo surpeendente que se estimou que o numero em 1988 rondaria já os 8.200 casais (De Joana & Varela, 1993) e entre os 15.620-15.830 em 1993 (Audouin's Gull Workshop, Itália, 1994), assim distribuídos:

País
Nº. de casais
Nº. de colónias
Argélia
600-600
4
Chipre
10-20
1
França
90-90
2
Grécia
200-300
Min. 16
Itália
550-650
10
Marrocos
50-50
1
Espanha
14.000-14.000
8
Tunísia
70-70
4
Turquia
50-50
1
Total
15.620-15.830
48


Entre as razões que explicariam o aumento impressionante de efectivos reprodutores parece estar relacionada com a descoberta, pelas aves das colónias do Delta do Ebro  e das Ilhas columbretes de que se podiam alimentar dos desperdícios atirados ao mar por barcos de pesca (Parterson, 1992).
Actualmente a grande maioria da população total mundial (cerca de 90%) procria no Mediterrâneo espanhol.

Em Portugal, há uma nota interessante de William C. Tait (1924) referindo que os pescadores de Sagres lhe terão dito em 1922 que esta espécie criava duas milhas a Este da Ponta de Sagres,  mas que essa colónia terá desaparecido devido a moléstias e ao saque de ovos por coleccionadores. Tait também conta que nesse mesmo ano (1922) haviam rumores de criação de Audouini a Norte do Cabo de São Vicente,  na ilhota de São Francisco.
Até ao final do século passado esta espécie era muito rara em Portugal. Há pouco mais de uma década passou de "raridade" a "pouco comum" reflexo do inicio de criação de alguns casais, originários das colónias espanholas do Mediterrâneo Ocidental, que começaram a nidificar no Algarve no início deste século, embora com insucesso reprodutor muito elevado.
De qualquer modo embora se esteja a verificar um aumento do número de casais nos sapais de Castro Marim e na Ria Formosa, o numero de indivíduos desta espécie observados em Portugal ainda é reduzido e praticamente concentrado na costa algarvia verificando-se pouca dispersão para o interior até à albufeira do Alqueva e pela costa atlântica até à zona centro do país.
Penso que é licito considerar ainda como raridade a observação desta espécie para norte da Praia de Mira até à Galiza. Daí que esta minha observação seja o primeiro registo desta espécie no concelho de Matosinhos.
No Norte da Europa e Portugal Insular (Açores  e Madeira) a espécie tem o estatuto de conservação de Acidental.

A gaivota-de-Audouin tem forte associação com as águas da plataforma continental, ocorrendo geralmente próximo da costa. Habitualmente descansa durante o dia em salinas, praias arenosas e zonas lagunares costeiras, próximo das áreas de alimentação no mar, que normalmente visita durante a noite. A sua dieta é constituída principalmente por peixes como sardinhas e anchovas, estando fortemente relacionada com a actividade piscatória. Nidifica colonialmente, por vezes em alta densidade, em ilhas rochosas ou arenosas, em penínsulas arenosas e em salinas.

O Estatuto de Conservação da Gaivota-de-Audouin tem melhorado muito, todavia, o facto de grande parte da população reprodutora estar concentrada geograficamente num reduzido número de colónias, constitui um grave risco para a espécie. Acrescente-se ainda a competição com as gaivotas-de-patas-amarelas que disputam o mesmo território e outros predadores terrestres podem ser factores importantes de mortalidade e de insucesso reprodutor.

Estatuto de Conservação:
Global (UICN 2004): NT (Quase Ameaçado).
Nacional (Cabral et al. 2005): VU (Vulnerável).
Espanha (Madroño et al. 2004): VU (Vulnerável).
SPEC (BirdLife International 2004): 1 (Espécie ameaçada a nível global).

(Fonte: Plano Sectorial da Rede Natura 2000 - ICNB)


Fotografias da ave (3cy) observada na Praia de Matosinhos em 22.04.2016.

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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Wales Gulls (1)

Skokholm Island  é uma jóia no Oceano Atlântico.
Rodeada por recifes e mares ricos a ilha está inserida numa Reserva Natural Marinha que suporta uma incrível diversidade de vida selvagem.
É neste ambiente paradisíaco que uma equipe de técnicos e voluntários desenvolvem actividades ligadas à preservação das espécies.
Entre elas está o anilhamento de aves e é sobre duas aves marinhas anilhadas em Skokholm e que passaram por Matosinhos em 2015 que hoje me vou debruçar.

Anilha - Y[7X:W]
Anilhador: Giselle Eagle & Richard Brown
Anilhada em – 17.05.2014
Observações:
05.2014 e 03.2015 em Skokholm Island, Pembrokeshire, Wales, England por Giselle Eagle & Richard Brown
09.2015 na Praia de Matosinhos, Portugal por José Marques

Anilha - Y[9H:W]
Anilhador: Giselle Eagle & Richard Brown
Anilhada em – 27.05.2014
Observações:
05.2014 em Skokholm Island, Pembrokeshire, Wales, England por Giselle Eagle & Richard Brown
Em 2015, 5 registos em Matosinhos, Portugal por José Marques & Inocêncio Oliveira


Curiosidades:
- Distância entre Skokholm Island e Matosinhos: 1200 km 
- Os registos de observação destas duas aves, fora de Inglaterra, são em Portugal.




sábado, 16 de abril de 2016

Amigos de Ceuta

Anilha: Branca [N:2PH] – Larus michahellis (1cy) 
Gaivota anilhada, ainda pinto, em Ceuta em 28.05.2015.

Esta gaivota foi a minha primeira observação de aves anilhadas em Ceuta e aconteceu no dia 28.08.2015 no Porto de Leixões em Matosinhos-Portugal

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Como acontece todos os anos, Portugal é um destino de férias da Páscoa de muitos dos “nuestros hermanos” espanhois.
Este ano tive o privilégio de receber o amigo Joaquín Rodríguez, que veio de uma terra (Ceuta) que já foi portuguesa e onde o nosso grande poeta Luís de Camões  cumpriu o serviço militar de 1542 a 1545 e lá perdeu o olho direito em combate.
O Joaquín veio para conhecer a praia  que recebe gaivotas por ele anilhadas. Estava uma manhã com muito sol mas com poucas gaivotas (não se pode ter tudo...claro!).

José Marques e Joaquín Rodríguez (Praia de Matosinhos)

Joaquín Rodríguez, autor do blog Gaviotas y Pardelas  , é um elemento da equipe do Grupo de Anillamiento Chagra que desenvolve em Ceuta um trabalho cívico muito importante para o estudo das gaivotas que ali nidificam ou que lá vão invernar.
Foi com muito prazer que fiquei a conhecer pessoalmente o Joaquín Rodríguez e a sua família.
Espero voltar a encontrar-vos, talvez... em Ceuta!



(Bandeira de Ceuta)


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