sábado, 7 de janeiro de 2017

Report.2016

AVES MARINHAS MIGRATÓRIAS EM MATOSINHOS


2016 - RELATÓRIO

 Fig. 1 – Gaivota-d'asa-escura (Larus fuscus) - Noruega (*)

Este relatório é feito com base no registo pessoal das aves anilhadas observadas durante o ano de 2016.
Com excepção de algumas visitas pontuais a praias fora do concelho, os local de observação foram, basicamente, as praias do concelho de Matosinhos e a área da Docapesca no Porto de Leixões.
Embora reconheça que os trabalhos desta natureza sejam importantes para o estudo das aves migratórias, não tenho a pretensão de o apresentar como um elemento de estudo cientifico, mas antes, um documento de apresentação do meu contributo cívico em prol do melhor conhecimento das rotas migratórias das aves marinhas.
Os resultados deste e de outros trabalhos similares poderiam ser mais satisfatórios não fosse o caso de subsistirem alguns projectos de anilhagem que se desligaram do acompanhamento das aves anilhadas e consequente perca da informação destas aves (órfãs). Felizmente, exceptuando alguns projectos na nossa vizinha Espanha, o serviço de comunicação entre os vários Centros de Anilhagem com Projectos Euring e os observadores locais tem funcionado de forma muito satisfatória.
As minhas observações são, geralmente, confirmadas com suporte fotográfico e as fotos podem ser vistas na Galeria “Ringed Birds in Europe”,  que administro, dedicada à apresentação e registo de observadores/fotógrafos europeus de trabalhos com aves anilhadas.
















2016 – Field exits

Months
JAN FEB MAR APR MAY JUN JUL AUG SEP OCT NOV DEC total
In Matosinhos
6 2 5 7 1 4 3
10 7 5 7 57
Outside Matosinhos
2 2 2 1

1
1 1 2
12


Grande número de gaivotas registadas pela primeira vez (417) eram juvenis o que reforça a minha ideia de que Matosinhos é um importante ponto para as aves vindas do Norte da Europa invernar ou de paragem no longo corredor migratório da costa atlântica.

Fig. 3 – Mapa da distribuição geográfica das aves observadas em Matosinhos

First bird sighting


















R e g i o n

BE DK UK FI FR DE GU NL IS IE NO PT SC ES SE TT
Specie















Calidris alba











1

1
Hybrid

1











1
Larus argentatus



2









2
Larus cachinnans




1








1
Larus canus









1



1
Larus fuscus 18 21 62 1 32 15 59 69
1 19 7 19 2 2 327
Larus fuscus graellsii







1





1
Larus fuscus intermedius









20



20
Larus marinus

1











1
Larus melanocephalus



5 1








6
Larus michahellis










14
33
47
Larus michahellis lusitanius












7
7
Phalacrocorax carbo
1
1










2

















total/region 18 22 64 2 39 17 59 69 0 1 40 21 20 42 2 417
BE-Belgic;DK-Denmark;UK-England;FI-Finland;FR-France;DE-Germany;GU-Guernsey;
NL-Holland; IS-Iceland;IE-Ireland;NO-Norway;PT-Portugal;SC-Scotland;ES-Spain;SE-Sweden
Fig. 4 – Comparando com o ano anterior, verifiquei um ligeiro aumento no numero de espécies e de países de origem das aves anilhadas.


Observed birds (by species)


Mês
Specie JAN FEB MAR APR MAY JUN JUL AUG SEP OCT NOV DEC total
Ardea cinerea 1







1

2
Arenaria interpres 1










1
Calidris alba 1

1



1


3
Hibridas (Larus)


1







1
Larus argentatus





1
1


2
Larus cachinans








1

1
Larus canus 1










1
Larus fuscus 34 28 45 31 1 15 26
144 193 118 53 688
Larus fuscus intermedius

1 1



8 6 1
17
Larus marinus








1

1
Larus melanocephalus 4
1






1
6
Larus michahellis 5 5 2 7 2 7 10
34 25 10 9 116
Larus michahellis lusitanius
1 2 1



1 4 1 1 11
Phalacrocorax carbo










2 2
total/month 47 34 51 42 3 22 37
189 231 131 65 852
Fig. 5 – Registo mensal. Em Agosto não fiz observação porque estive ausente.


Bird sightings in 2016


R e g i o n
BE DK UK FA FI FR DE GU NL IS IE NO PT SC ES SE TOTAL
Specie
















Ardea cinerea





2








2
Arenaria interpres








1





1
Calidris alba








1


2

3
Hybrid

1












1
Larus argentatus

1

2









3
Larus cachinnans





1








1
Larus canus










1



1
Larus fuscus 40 35 96 2 1 66 23 200 122 8 1 40 10 38 5 1 688
Larus fuscus intermedius










16

1
17
Larus marinus

1












1
Larus melanocephalus




5 1








6
Larus michahellis











33
82
115
Larus michahellis lusitanius













11
11
Phalacrocorax carbo
1

1










2


















total/region 40 36 99 2 2 73 27 200 122 10 1 57 43 40 99 1 852
BE-Belgic;DK-Denmark;UK-England;FA-Faroe Isl.;FI-Finland;FR-France;DE-Germany;GU-Guernsey;

NL-Holland; IS-Iceland;IE-Ireland;NO-Norway;PT-Portugal;SC-Scotland;ES-Spain;SE-Sweden

Fig. 6 - Pode ser consultada uma foto com relatório de observação de cada anilha, na página Rings.2016 deste blog. 



 Fig. 7 – Gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis) - Portugal

Larus michahellis - longevity record!

- Anilha colorida - DVU
- Anilha metálica – CEMPA 19678
- Gaivota anilhada ainda pinto em 16.07.1997 no Arquipélago das Berlengas - Peniche - Portugal
- Observações desta ave:
04.10.1997 – Matosinhos, Portugal – Fred Cottaar/Kees & José Verbeek
31.08.1998 – Matosinhos, Portugal – Peter Rock
09.11.2006 – Peniche, Leiria, Portugal – H.J.P. Vercruijsse
06.10.2016 – Matosinhos Beach, Matosinhos, Portugal – José Marques
10.10.2016 - Leixões harbour, Matosinhos, Portugal – José Marques


Foi com alguma surpresa e alegria que recebi a confirmação da Euring- Longevitylist de que esta ave ao atingir 19 anos e 3 meses, ultrapassou o anterior recorde de longevidade registado para uma Gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis).

Destaco com agrado este registo por ser uma observação em Matosinhos e de uma ave portuguesa.


Raridades em Portugal

Fig. 8 - Gaivota-hiperbórea (Larus hyperboreus)

Exceptuando o individuo da foto acima que se mantém, permanentemente, na área de Matosinhos, registei ainda as seguintes espécies consideradas raridades em Portugal:
- Gaivota-prateada (Larus argentatus);
- Gaivota-hiperbórea (Larus hyperboreus);
- Gaivota-polar (Larus glaucoides);
- Gaivota-do-cáspio (Larus cachinnans)

Todas as observações foram comunicadas ao CPR - Comité Português de Raridades e registadas no eBird


Fig. 9 – Gaivota-de-audouin (Larus audouinii)
Esta espécie já não é considerada uma raridade em Portugal – porque começou a nidificar no Algarve – mas, como nunca foi registada uma observação neste Concelho, aqui fica o registo da sua observação, pela primeira vez, no dia 22 de Abril, na Praia de Matosinhos.

Espécies observadas na área da Docapesca e Praia de Matosinhos:
-Alvéola-branca (Motacilla alba);-Alvéola-cinzenta (Motacilla cinerea);-Andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica);-Andorinhão-preto (Apus apus);-Corvo-marinho-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo);-Famego (Larus canus);-Gaivota-d'asa-escura (Larus fuscus);-Gaivota-de-audouin (Larus audouinii);-Gaivota-de-cabeça-preta (Larus melanocephalus);-Gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis);-Gaivota-prateada (Larus argentatus);-Gaivota-hiperbórea (Larus hyperboreus);-Gaivota-polar (Larus glaucoides);-Gaivotão-real (Larus marinus);-Ganso-do-egipto (Alopochen eagyptiaca);-Garajau-comum (Sterna sandvicensis)
-Garça-branca-pequena (Egretta garzetta);-Garça-real (Ardea cinerea);-Guarda-rios (Alcedo atthis)
-Guincho-comum (Larus ridibundus);-Maçarico-das-rochas (Actitis hypoleucos);-Maçarico-galego (Numenius phaeopus);-Negrola (Melanitta nigra);-Pardal-comum (Passer domesticus);-Pato-real (Anas platyrhynchos)
-Pega (Pica pica);-Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus);-Pilrito-das-praias (Calidris alba);-Pilrito-de-peito-preto (Calidris alpina);-Pombo-domestico (Columba livia);-Rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros)
-Rola-do-mar (Arenaria interpres);-Torda-mergulheira (Alca torda);-Rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros).

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Agradecimentos:
Ao Peter Rock, Coordenador-EURING pela colaboração prestada, ao meu filho Miguel pelo apoio na informática, e a:
Aitor Galarza, Alberto Pastoriza Barreiro, Alfredo Herrero, Andreas Goedecke, Antonio F. Cordeiro, Camille Duponcheel, Carlos Pérez, Chris Redfern, Christophe Luczak, Colin Corse, Cristobal Perez, Dave Grant, David Carr, Eric Stienen, Euan Ferguson, Francisco Docampo, Giacomo Tavecchia, Guðmundur A Guðmundsson, Iain Livingstone, Isolino Pérez, Jens Mikkel Lausten, Jeroen Reneerkens, Joaquin Lopez, John C. Davies, Jordi Muntaner, Jorge Mourinho, Joris LABORIE, José Sánchez Cordero, Juan Jimenez, Juha M Honkala, Juha Pikkarainen, Julia (MAHCFS), Julien Gernigon, Kees Camphuysen, Kevin Scott, Kjeld Tommy Pedersen, Marc Van De Walle, Maria Lurdes Antunes Morais, Matt Wood, Matthieu Fortin, Miguel McMinn Grive, Mike Marsh, Nuno Oliveira, Paul K Veron, Paul Roper, Peter Stewart, Philippe J. Dubois, Ricardo Brandão, Roland-Jan Buijs, Ronald Klein, Rute Costa, Sönke Martens, Susanne Kreutzer, Thijs Valkenburg, Viola Ross-Smith.

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Fig 10 – Rola-do-mar (Arenaria interpres) - Islândia

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(*)
Recomendo a leitura do excelente trabalho feito sobre esta ave pelo amigo Mars Muusse em:

                                                                                    Gull Reserch Organisation

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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Born in 2016


                                          Video- 0:44 min

No passado mês de Outubro, vi esta gaivota juvenil que se destacava dos outros pela excessiva pigmentação escura das suas penas.

Podemos concluir, com segurança, que esta ave pertence à espécie Larus fuscus.
Após uma demorada observação e dado que este ano vi muitas gaivotas juvenis desta espécie, pensei em verificar as eventuais divergências na plumagem, na cor das patas e do bico, das aves nascidas em 2016, mas em diferentes latitudes.
Logicamente que as diferenças não poderiam ser significativas. Ainda assim, quero partilhar convosco este trabalho expondo aqui fotos de indivíduos nascidos em 10 regiões europeias diferentes.


Belgium










Agradecimento: Aos Centros de Anilhagem 











segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Holland Gulls [4]

Gaivotas da Holanda [4]



Larus fuscus
Gaivota-d'asa-escura | Lesser black-backed gull |Goéland brun | Gaviota sombria

- Anilha - W[UJ]
- Anilhador - H. Keijser & Roland-JanBuijs 
- Idade quando anilhada: >4 cy
- Data e local da anilhagem – 11.05.2012 - Europoort (Dintelhaven), South-Holland
- Data e local da última observação: 07.10.2016 – Praia de Matosinhos, Matosinhos, Portugal



Quadro de observações anuais
ANO
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
*
2012




Ring





1
2
3
2013


1


1



1

1
4
2014

3
1

1



1
3
1
6
16
2015
2

2




2

1
2
3
12
2016
1
5
1





4
1


12

Observações na Holanda
Observada em Espanha
Observada em Portugal
* Numero de observações anuais registadas

Observadores:
Na Holanda: Roland-Jan Buijs; H. Keijser; M. Loeve; Leo Snellink
Em Espanha: Miguel Moreno; José Sánchez; Rafael Palomo; Robert Locusse
Em Portugal: Michael Davis; José Marques

Locais de registo

Curiosidades migratórias:
- Os únicos registos em Portugal aconteceram no mês de Outubro, em 2015 no sul (Algarve) e em 2016 no norte (Matosinhos);
- Todos as observações registadas em Espanha foram no porto de Caleta de Vélez na Província de Málaga;
- A constância dos registos mensais permitem concluir que esta ave deve passar o inverno na Andaluzia (sul de Espanha);
- Os dois registos em Portugal parece indiciar que a rota tomada entre o locar de invernação/reprodução é feita pela costa Atlântica da Península Ibérica (?);
- Parece claro que esta ave, todos os anos, regressa ao local de nascimento.

000-000

Agradecimento:

A história de vida desta ave foi disponibilizada por: Buijs Eco Consult B.V. 

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Cormorant on Leixões Harbour

Corvos Marinhos em Leixões



Portugal recebe todos os anos milhares de Corvos-marinhos-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo) que aqui encontram condições de sobrevivência no Inverno e preparam o ciclo seguinte, o da reprodução.
Provavelmente devido ao aumento do habitat disponível e sobretudo ao crescimento das populações no centro e norte europeus, a população invernante no país tem vindo a aumentar de forma continuada nos últimos 30 anos.


Localmente, vamos verificado o aumento da população invernante no estuário do rio Douro e particularmente, a colónia de cerca de meia centena (2016) de aves que inverna dentro da área do Porto de Leixões.
Aqui, não vai faltando peixe e o alimento dos Corvos-marinhos é sobretudo a tainha (Mugil cephalus) e a cavala (Scomber scombrus) que capturam sem concorrentes, a não ser algumas gaivotas famintas que tentam roubar o peixe no momento em que a ave vêm à superfície para o engolir.


Embora sabendo que a maioria das aves que invernam em Portugal sejam oriundas de países que marginam o Mar do Norte, (ver mensagem anterior) sempre tive curiosidade de saber a proveniência das aves que invernam em Matosinhos.
Este ano observei na colónia duas aves portadoras de anilhas metálicas. Com alguma dificuldade, consegui tirar algumas fotos que me permitiram registar a sua origem.
Descobri que uma delas foi anilhada na Dinamarca mas ainda não consegui obter o numero da anilha.


A outra é este individuo finlandês que voou mais de 3000 quilómetros para chegar até aqui.

  

Aqui ficam alguns elementos do histórico desta ave:

Espécie: Phalacrocorax carbo

Anilha metalica: MM41210

Anilhador: Juha Pikkarainen (University of Helsinki)

Local e data da anilhagem: Pohjanmaa,Vaasa,Finland-05.06.2016

Local da observação: Porto de Leixões,Matosinhos,Portugal


Por cortesia de Juha Pikkarainen (Ringer), posso partilhar duas fotografias tiradas em Maio que mostram o ambiente reservado onde nidifica a colónia de Vaasa.







+info  



 Distância de Vaasa a Matosinhos = 3142 kms (linha recta)

Agradecimento:  a Juha Pikkarainen pelas fotos e a LUOMUS-Ringing Center - University of Helsinky, Finland pela informação prestada.

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sábado, 10 de dezembro de 2016

Seagulls on land (5)

Gaivotas em terra (5)


Depois que se esgotou a cota de pesca de sardinha do ano, é notória a redução da população de gaivotas no Porto de Leixões, principalmente o numero de aves migratórias que, na ausência de comida em quantidade, rumam a outras paragens. Não fosse a enorme colónia de Gaivotas-de-patas-amarelas (Larus michahellis) residente e a população de gaivotas seria, significativamente, mais reduzida.
Todavia, nem tudo é mau. Esta calmaria dentro do porto permite apreciar melhor alguns pormenores de algumas aves e dar mais atenção a outras espécies que, normalmente, não encontramos por aqui com anilhas coloridas.
Permite ainda, se as condições de luz forem favoráveis, obter fotografias não possíveis de conseguir nos dias de actividade intensa nos cais de atracagem dos barcos de pesca.
O reduzido numero de aves anilhadas, permitiu que esta semana eu dedicasse um dia a espécies invernantes, principalmente, a dois espécimes bastante díspares, embora sendo ambas Larídeos.
As espécies em causa foram o Gaivotão-real (Larus marinus) que é a maior gaivota do mundo e o Guincho-comum (Larus ridibundus) que é uma das mais pequenas da família.














         Gaivotão-real (Larus marinus)
Embora se misture frequentemente com outras gaivotas distingue-se pelo seu grande porte.
Invernante raro em Portugal, é uma espécie costeira que se encontra sobretudo no litoral norte sendo menos frequente no sul do país.
A sua observação ocorre normalmente isolada ou em pares e, raramente, em grupos superiores a três aves.
O melhor período para a observação destas aves em Portugal é entre Novembro e Fevereiro.

Estatuto em Portugal Continental: Invernante, Pouco comum


em Dezembro

em Março












     Guincho-comum (Larus ridibundus)
Esta espécie ocorre em Portugal como invernante e pode ser observado entre Julho e Março.
É uma gaivota relativamente pequena muito abundante em Portugal embora não cative muita atenção dos birdwatchers. Todavia quem observar esta espécie ao longo do ano, notará que as aves se tornam mais atraentes a partir de Março, quando os adultos ficam com o capuz cor de chocolate.
Estatuto em Portugal Continental: Invernante, Muito abundante.



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