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domingo, 7 de maio de 2017

Seagulls on land (7)

Gaivotas em terra



                                                                    Video - 1:13


En-Us:Glaucous Gull -Ca:Gavinot hiperbori –Da:Gråmåge –De:Eismöwe -Es:Gavión hiperbóreo –Fi:isolokki -Fr:Goéland bourgmestre -It:Gabbiano glauco -Nl:Grote Burgemeester –No:Polarmåke –Pt:Gaivota-hiperbórea –Sv:Vittrut -Ru:Бургомистр

C 63-68 cm, ENV 138-158 cm
Estatuto em Portugal Continental: Acidental (*)

(*) A observação de espécies consideradas raridades em Portugal carecem de homologação pelo Comité
-CPR: Observações registada para homologação no Comité Português Raridades sob os nºs. "CPR-ONLINE-886 e 887"

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Após um período de cerca de um mês sem poder dedicar muito tempo ao meu “serviço cívico” estou novamente disponível para reservar algum do meu tempo aos meus amigos de duas asas.
Comecei por tratar de todo o material que carecia de arrumação para posterior informação e tratamento de dados.
E, foi durante este trabalho de arrumação que me apercebi da observação de juvenis de Larus hyperboreus, em Fevereiro e Março, no Porto de Pesca em Leixões.
Analisei todas as fotos e confesso que fiquei com dúvidas se não se trata do mesmo individuo.
Reforça a minha convicção o facto de me lembrar que no dia 10 de Março eu “persegui” a ave na área da Docapesca para obter boas fotos e verifiquei que ela se movimentava muito bem procurando zonas de refugio e onde é mais fácil obter alimento.
Por este motivo, pareceu-me que este individuo já conhecia muito bem o porto pelo que admito que ela já por cá andava a alguns dias e, eventualmente, ser a mesma ave que observei no dia 21 de Fevereiro.
Entre as duas datas de observação, passaram apenas 18 dias.

Para vossa apreciação, junto fotos similares. Seria muito interessante algum dos meus amigos confirmar (ou não) esta minha opinião!


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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Seagulls on land (6) "Glaucous Gull"


Gaivotas em terra (6) "Glaucous Gull"


Larus hyperboreus (1st winter)

As aves marinhas, bebem água do mar, conseguindo manter o equilíbrio osmótico sem acesso a água doce. A maioria do sal ingerido pelas gaivotas e outras aves marinhas é eliminada por um par de glândulas localizadas junto aos olhos, chamadas de glândulas de sal. Sem estas glândulas, estas aves, que passam largos períodos no alto-mar, alimentando-se e bebendo água do mar (que tem geralmente uma salinidade próxima de 35 gramas de sais dissolvidos por litro), não poderiam sobreviver.
Quando a ave ingere a água do mar, o sal entra na corrente sanguínea e é conduzido para filtragem às glândulas do sal, que têm uma estrutura semelhante à dos nossos rins. O sangue entra nelas por capilares ao lado das células que operam a secreção, fazendo a dessalinização. O sal extraído por essas células passa para tubos secretores ligados à cavidade nasal e é eliminado seguidamente pelas narinas em forma liquida. Provem daqui a mancha branca visível na região do bico da ave e as gotas expelidas pelo bico e narinas quando as aves sacodem a cabeça. Parte do sal também é excretada pelos rins, misturado nas fezes e na urina, mas em quantidades mais reduzidas que as expelidas pelas glândulas de sal.





Apesar deste sistema especializado em eliminar os excessos de sais do corpo, a verdade é que sempre que vou observar gaivotas próximo de fontes de água doce, verifico que as aves que vêm do mar param e bebem grandes quantidades de água como se estivessem a “matar e sede”.

Ora, isto vem a propósito da ultima “raridade” que observei e o local onde aconteceu.
muito tempo eu concluí que a foz dos rios e ribeiras é o local onde é mais provável encontrar aves marinhas de espécies menos frequentes na nossa costa. Em Matosinhos, acontece na foz do Rio Onda na Praia de Angeiras e na foz da Ribeira de Carcavelos na Praia de Matosinhos. É nestes locais onde tenho visto a maior parte de aves consideradas raras ou acidentais em Portugal.
É o caso deste belo juvenil de Gaivota-hiperbórea (Larus hyperboreus) que observei na foz da Ribeira de Carcavelos na manhã do passado Sábado dia 14 deste mês.


Video: 00:21 min

Por isso, quando estiver junto da foz de um rio ou riacho, veja atentamente porque misturado com outras aves pede haver alguma de uma espécie menos frequente.


-CPR: Observação registada para homologação no Comité Português Raridades sob o nº. "CPR-ONLINE-846". Foi atribuído ao registo o código definitivo P024.

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